domingo, 26 de julho de 2015

Os lindos avós

Na semana em que comemoramos o dia dos avós, eis que eles dão o ar de sua graça por aqui. Por causa deles e com eles, começou essa história toda de pesquisas!

Por parte paterna, tive sorte de resgatar imagens e informações que me levaram mais longe na linhagem. Com vocês, Vó Talita e vô Elias:


Vó Talita, única que cheguei a conhecer por parte paterna. Foto de meados da década de 20.
 Um luxo ter acesso a esta imagem da vó. Não tenho certeza sobre a data em que esta imagem foi capturada, mas o cabelo e a aparência bem jovem dão a noção de que só pode ser da década de 20, já com seus 16, 18 anos (ela nasceu em 1910). Se não me engano, essa foto foi retirada do perfil de um primo de meu pai no MyHeritage .

A maior parte do acervo de imagens dos avôs foi obtida através de familiares, tanto dos mais chegados quanto de alguns bem distantes. Uma das irmãs de minha avó ainda é viva, e conseguir localizá-la com toda lucidez foi quase um prêmio. O encontro aconteceu em 2011 e me rendeu informações lindas, como hábitos pessoais, personalidade e pequenos "defeitinhos da mana", carinhosamente lembrados na entrevista. Geralmente, quando procuramos parentes, conseguimos informações valiosíssimas, mesmo que eles mesmos não achem que tais dados possam ser utilizados para algo. De qualquer forma, ajudam a formar uma descrição melhor das pessoas e características ímpares de suas vidas. 

De meu avô, a tia lembrava pouco, pois as famílias viviam relativamente longe uma da outra. Viagens eram difíceis demais naquela época, pelo menos para as mulheres que já tinham filhos. Na imagem abaixo, vem a primeira e única foto do vô Elias, enquanto solteiro.


Vô Elias e turma de baile - ele é o primeiro sentado, da direita para a esquerda.

Como ele também nasceu em 1910 e casou apenas em 1938 com a vó, penso que esta imagem seja de seus 20 e poucos anos, lá pelos anos 34~37.

Nesta imagem, não dá pra identificar muitos detalhes das roupas, pois a própria foto original não era muito nítida. Mas se observa que as calças tinham uma modelagem ampla e podem ter a barra italiana (aquela dobrada, para proteger o tecido de estragos), que até lembram as calças Oxford da década de 20. O lenço no bolso do vô era tendência na moda mundial. Aqui uma imagem que ilustra de forma interessante o vestuário dos rapazes, na pele de ninguém menos que Marlene Dietrich, só pra dar um glamour (kk):



Dos meus avós maternos, infelizmente não tenho imagens de quando eram mais novos. Com as entrevistas familiares que tive não consegui dados dessa época deles.

Mas no próximo post tem mais, desta vez, falando dos bisavós e outros achados!



quarta-feira, 22 de julho de 2015

Garimpando no Family Search

No último post eu mencione um site que eu adoro, o Family Search. E como eu acho fundamental pesquisar nesta plataforma, resolvi falar um um pouco mais a respeito.

O primeiro registro que encontrei nele foi referente ao casamento dos meus avôs paternos. Tive que folhear o livro digital, com base no ano que eu sabia que eles haviam casado. A emoção foi incrível, porque era o registro feito à mão daquele momento. Olhem como é:




Este registro foi encontrado aqui. Note que, quando abrimos a página, há todo o caminho da procura, que nesse caso, foi por matrimônios em Coxilha,  no Rio Grande do Sul, Brasil - Matrimônios 1935-1940 - talão 2. Existem muitas possibilidades de pesquisa nesses livros, mas vale dar uma olhada nos registros já indexados, ou seja, digitados, antes de partir pra busca nas folhas digitais.



Quando encontrei esta informação e tive a segunda prova de data, busquei alguma imagem nos baús da família, mas naquela época, não tinha muitas opções de fotografia. A única que encontrei é de mais ou menos um 12 anos depois do casamento, quando meu pai e meus tios já eram nascidos e "bem criadinhos":




Por esta foto, podemos imaginar o óbvio, que a família era simples. Na época eles moravam no interior do Rio Grande do Sul, mais especificamente em Coxilha. E naquele tempo, no interior, ter um fotógrafo à disposição era quase um luxo.

Legal notar que o tio, à esquerda, trajava uma bombacha. E a vó, sentada, usava um sapato de salto baixo (nesse caso um peep toe) com presilha na parte superior do pé. Esses detalhes mostram a vestimenta típica da região sul, que seguia um detalhado esquema de normas. Essas normas podem ser visualizadas neste blog, explicado de forma bem bacana. Aliás, o fato de estarem os meninos e o vô de casaco também se enquadra no vestuário típico estabelecido a partir de 1865.





segunda-feira, 6 de julho de 2015

O problema memória x pesquisa

Buenas!

Depois de uns dias meio atribulados, eis que volto ao parquinho de diversões!

O pepino assunto de hoje é um momento que talvez todo genealogista já tenha passado. Quando tu perguntas pros teus pais ou parentes próximos sobre pessoas já falecidas ou muito velhinhas, daquelas que já estão com a memória mais prejudicada. Não são poucos os casos em que a história contada a eles já chegou deturpada por períodos de tempo errados ou fatos que acreditavam ser corretos...

Daí tu pegas esses dados, achando que aconteceram em 1900 e bolinha, quase morre pesquisando e não encontra nadica...


Isso me aconteceu algumas vezes. Mas, felizmente, eu não desisti e comecei a procurar outros dados, como registros de terras por período (tem um acervo incrível no site do Arquivo Público). Vale a pena investir umas horinhas pra utilizá-lo, fazendo um cálculo de tempo de uns 10 anos pra trás e 10 pra frente. Nos cartórios também funcionou assim, e em um deles, o pessoal deu graças a Deus quando eu consegui o ano de casamento dos meus bisavôs e finalmente parei de pentelhar.

E quando não achei informações no Arquivo, fui para o Family Search, que também tem um banco bem legal. O site é bem fácil de usar, tem navegabilidade e a pesquisa já conta com muitos registros digitalizados. A pesquisa por período de tempo também é disponibilizada e ajuda horrores nesses casos, mas confesso que quando coloquei os nomes dos pesquisados, tive mais resultados diretos. Gente de bom coração, tempo e um conhecimento razoável em caligrafia pode auxiliar na indexação também, fazendo com que os registros possam ser encontrados de maneira mais fácil.

Mas o Family é tão genial que merece um post exclusivo. E ali finalmente eu consegui registros corretos de tempo para começar a formar a parte "vestuário" da história toda!

Em outro momento, venho brincar de novo! 

domingo, 17 de maio de 2015

Os primeiros passos na Genealogia

Depois de fazer o primeiro esboço da genealogia com o vô, foi hora de começar a buscar os registros de fato. A primeira coisa foi catar em casa todas as certidões de nascimento, casamento e óbito disponíveis (lógico que só tinham algumas em casa).  E sei de gente que começou sem nenhuma, mas isso não é motivo pra desanimar.

Se você tem o nome completo de seus pais e acesso às suas identidades, já dá pra partir pra segunda etapa:  a busca de registros nos cartórios.

No meu caso, a primeira busca foi realizada no cartório de Registros Civis de Passo Fundo, cidade em que eu tinha parentes e que os meus avôs moravam. Na época em que fiz esta pesquisa, eu nem imaginava que moraria, dois anos depois, a duas quadras do bendito cartório, kkk.

Bem, cheguei no cartório com as informações de nomes e mais ou menos o ano em que eles faleceram. Não demorou muito para sair de lá com certidões de nascimento e falecimento que me trouxeram as primeiras informações douradas da árvore atual.

Exemplo de certidão obtida em 2012, em Passo Fundo/RS

Aqui um exemplo do que encontrei no cartório. Importante informar que só divulgo informações de pessoas já falecidas da família, e mesmo assim, de pelo menos três gerações para trás. Por isso não aparecem aqui os nomes de exemplo, apenas sobrenomes.

Notaram que na certidão de casamento dá pra identificar os nomes dos pais dos noivos? E a data de nascimento deles. Mas não adianta se empolgar, quanto mais antigo o documento, mais difícil de encontrar informações assim, tão completinhas...

Nesta busca saí com 4 certidões e comecei a me empolgar...

domingo, 5 de abril de 2015

O início de tudo

Tudo começou com um trabalho de escola, quando tive que elaborar uma árvore genealógica de três gerações. Recém havíamos aprendido o que era uma geração e como aconteciam as relações familiares. Quem me ajudou na época foi querido avô materno, David. Com suas lembranças e histórias, consegui entregar meu tema de casa e encerrei momentaneamente o assunto.


Meu querido vô David, comigo no colo

Anos mais tarde, meu avô morreu. Foi minha primeira grande perda, e aquela longa conversa sobre nossas origens fez uma falta danada. Com a vida atribulada de estudante, a entrada na faculdade e o início da vida profissional, levei muitos anos para voltar as atenções de novo para a pesquisa genealógica. E desde então, não deu mais pra parar!

Já se vão 6 anos de pesquisas, com mais de 27 gerações catalogadas, mas com muita informação ainda em processo de confirmação. Mas além do olhar familiar, veio a vontade de identificar questões como os estilos de vida, os costumes de época... e principalmente, as roupas!

Assim nasceu este blog: uma tentativa de organizar as imagens e conceitos de cada época, para minha absoluta diversão!

Seja bem-vindo!! :)